Site Meter

quinta-feira, março 29, 2007

João de Maria, Maria de João

João era de Maria e Maria era de João até que Leonardo di Caprio desse bola pra ela."Que coisa!", reclamava João, "eu dou tudo que eu tenho pra Maria e ela se interessa por um ator que nem entende a língua dela...". Mas Maria não estava preocupada com os ciúmes de João, já tinha tino pra tratar com a situação: Com a voz mansa, dizia, sem muita enrolação: "João, você não vê que não é só inglês que tenho que aprender não?Teria que ser uma estrela, não como eu, fedida a sabão!".
João fazia de conta que não engolia o que Maria lhe dizia, pois no fim das contas se sentia um bobalhão. O que não sabia era diminuir a chateação de sentir ciúmes da sua grande paixão, e, de dizer a Maria, que tudo o que ele precisa na vida é sentir o seu cheiro de sabão.

quarta-feira, março 21, 2007

falta

quando eu cheguei tudo estava virado.
minha cabeça, meus braços, minha boca, meus olhos procuravam
tua sombra.
ao lado da minha.
ou como se fosse, como eu queria.
procurava a única coisa que importa no porta-restante do meu peito:
um zum-zum que faz falta.
procurava a palavra segredada e calada num impulso
pelo beijo.
e, espreitando por cada brecha, a penumbra mostrou-me, agora, e de forma clara,
que a única falta - que faz falta tanta - é tua.
que a única presença - que me importa - é tua.
que a minha fala procura - ainda rouca - a tua.
e precisa de resposta, não mais eco.

Era pouco

Era pouco.
Queria mais.
E pedia como se não quisesse,
como se não pudesse,
como se não coubesse.
Mas cada canto tem seu espanto e o encanto daquele seu sorriso (de canto) era encantadoramente assustador.
E como chegava sem avisar, causava um susto risonho que fazia cócegas e causava náuseas.
Era meio não-sei-o-quê e era bom.
Ai ela pedia (de novo)
E (mais) uma vez.
Como se não quisesse, como se não pudesse, porque queria que coubesse.
(Em si).

eu como...

Além das curvas que me levam para onde bem querem, além do calor que consome cada espaço, cada pedaço, poro, molécula de o2 que entra no meu corpo, eu respiro e transpiro cada céu, cada olhar, cada suor da pele que ferve e pede que seja forte e doce, que seja seu, teu e eu como.
Como, como você.

A pipa e o menino voando.

Bastava só um pouco de força. E de vontade. Ele levava o dedo à boca e depois ao céu porque era o céu que ele queria, e com vontade de gente grande. Fisgava no céu como se o percebesse e o sentisse e o percorresse. Era um sonho e era um menino. Mas ali, era só uma pipa e um menino voando.
eXTReMe Tracker