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sexta-feira, novembro 16, 2007

Socorro! Eu já não sinto nada

Sabe aquela bolha que flutuava pra lá e pra cá, se enchendo às vezes, às vezes murchando? Ela Batia aqui e ali, ás vezes se enchia, às vezes murchava, às vezes esquecia do tempo e vagava, vagava, mas não esquecia por onde passava. Pois é, essa mesma bolha estourou. E estourou de uma forma que difícilmente você a verá por ai. Ficou tanto tempo com tanto ar guardado e contido dentro dela, que cansou de tanto soprar pra dentro e esperar ficar mais leve, mais colorida. Encheu-se de si mesma e decidiu jogar tudo pro alto.
Não se sabe por onde anda os seus cacos, seus pedaços ou lembranças. Só se sabe que ela precisa de um tempo pra respirar, querer ser daquela forma ou de outra, ou saber se ainda quer alguma coisa.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Simpatia não tem nada a ver comigo

"Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo."

A menina que roubava livros e o trecho que é a minha cara.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Borboleta

Ta tudo certo. A cabeça na cabeça, o frio no estômago e muita vontade de ser o que nem sei o que seria. Mas enfim, depois de tantos cacos inutilizados, tantas palavras jogadas fora, tantas dores de cabeça e noites mal dormidas, qualquer coisa é lucro.
Antes, quando a cabeça era no estômago, mal me incomodava se meia dúzia não são seis, se amanhã chove torrencialmente e raios cairão no meu telhado, ou se ele vem ou não vem. Quem sabe?
E só tenho, agora no estômago, várias borboletas.
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