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terça-feira, maio 26, 2009

Les Chansons d'amour

No Ano da França no Brasil, o que não falta é atração francesa grátis ou quase de graça em quase todo o país. Uma das boas surpresas, além de ver Tarsila&Léger&D`Agata na Pinacoteca, foi ter visto o filme-musical francês de Chistophe Honoré , Canções de Amor, pagando apenas R$ 1 real, no Cine Olido(esperava mais do cine, mas ta valendo passar por lá).
O filme é francês, ora! Preciso dizer que amour é uma coisa sem tabu na maioria dos filmes franceses?
Mesmo assim, muita gente se levantou no meio do filme quando o assunto era menage a trois ou homossexualismo. Acho que a galera esperava um filme digno de sessão da tarde ou coisa fofuxa do tipo.
De qualquer forma, eu adorei o filme.
Resumindo: é um relato de uma história de amor entre três pessoas, com tragédia e um novo "descobrimento" sexual.
Achei o filme/musical bem divertido e sensível, sem contar que é uma delícia ver Louis Garrel atuando... uh lalá.

quarta-feira, maio 13, 2009

Rengim Mutevellioglu


Foto do portfólio " Swimming with the fishes", por Rengim.

Eu vou começar em breve um projeto de fotopoemas com um amigo, assim que estiver pronto eu posto por aqui pra quem tiver interesse(esse blog tá tão abandonado...).
Enquanto isso, enquanto penso em algumas idéias, esse meu amigo me manda umas fotos tão lindas, que não tem como você não se surpreender com o não óbvio e a sensibilidade das mesmas. Essas fotografias fazem parte do portfólio da fotógrafa Rengim Mutevellioglu.
Mutevellioglu, que é uma poeta sem precisar por palavras em suas fotos, é da Turquia e ainda faz trabalhos como freelancer (se tem grana, aproveita).
O bom é que vendo lindezas como essa, eu começo a ter novas idéias e a me inspirar em mais um dia de trabalho.

sexta-feira, maio 08, 2009

quarta-feira, maio 06, 2009

“esprit d´escalier”

Luís Fernando Veríssimo

" Há profissionais da resposta pronta, repentistas que retrucam não só no ato como rimado, mas a maioria só pensa no que poderia ter dito muito depois. Humoristas, e supostos humoristas, padecem mais do que os outros com a expectativa de que terão a boa resposta na ponta da língua. Como têm que zelar por uma reputação de tiradas espontâneas, são os que mais precisam pensar na frase, revisá-la e burilá-la para apresentá-la, de preferência uma ou duas semanas depois.

O sentimento de insuficiência na retaliação verbal é tão comum que deveria existir uma expressão, talvez uma daquelas intermináveis palavras compostas com que os alemães transmitem o máximo de sensações possíveis sem o uso de vírgula, hifen ou violino ao fundo, que a descrevesse. E a expressão existe. Mas não é alemã. Diderot, o mais enciclopédico dos enciclopedistas franceses, pois aparentemente dava palpite sobre tudo, chamava a frase que só vem depois de “esprit d´escalier”. Perfeito: o espírito que só nos socorre quando já estamos descendo a escada.

Nos bate-bocas brasileiros predomina o “sprit d´escalier”. O que vem na hora raramente passa do “Ah é, é? Ah é, é?” ou equivalente. "


segunda-feira, maio 04, 2009

Esse meu sentimento wi-fi

As vezes, meu bem, penso no nosso amor como uma conexão wi-fi: hora um êxtase sem fim, outra hora uma distância que não fede, nem cheira, só tanto faz.
O nosso sistema de trocas amorosas, quando o sinal esta fraco e a conversa morgou, é um bluetooth lento, um descarregamento de memórias que não tem fim.
E não há twitter que salve quando você se afasta, não há 140 caracteres que vá refazer o seu orgulho ferido.
Por isso, prefiro as madrugadas, hora que o sinal é forte, que a boca saliva por uma cerveja intercalada com os beijinhos doces que você me dá.
Esse sistema wi-fi ainda vai me levar a loucura! Mas se é ele que nos liga, do que me importa esse cai-cai?
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