Ode ao criador que me deixou só, aqui,
Sem roteiro nem destino traçado.
Ode ao criador que me deixou enferma
E a procurar meu senso comum.
Ode ao ser vivo não-vivo em que o meu criador se transformou,
Por ter permitido eu ser assim do jeito que sou.
Viva! Ao diretor da minha vida que nem minha fala decorou.
Viva! Ao mestre da vida que depois de vivida
Eleva à morte a minha dor.
Viva aos poetas que ainda vivem
Por essa vida triste
Ao morrer de amor.
Viva à minha vida de bancar o vencedor,
Mesmo depois da derrota,
Assistida pelo meu autor.
Faith can move mountains.
Há 1 ano
