Era um dia escuro, chuvas e nuvens revezavam-se no trabalho de tapar o sol com a peneira. Era um dia normal se não fosse o grande arrependimento dela, se não fossem as nuvens, se não fosse um desgosto que ultrapassava qualquer outro.
“Os olhos da cobra verde
hoje foi que arreparei
se arreparasse a mais tempo
não amava quem amei”
Enquanto ela fechava os olhos, sentia cada letra do que escutava, tentando diminuir ainda mais as pequenezas dos grandes problemas. Mas nem sempre era assim, qualquer um sabe bem disso.
Mas o que era bom nessa história toda, era saber que naquela bendita hora, os gestos contam, o que sai da boca conta, a gente sente e re-sente. E caberia somente ao portador da dor saber onde bem enfia-la.
“Arrenego de quem diz
que o nosso amor se acabou
ele agora esta mais firme
do que quando começou”
E um pensamento dela era proporcional a um raio de sol que fugia atrás das nuvens. Um canto escondido no canto do olho era capaz de diminuir problemas, esquecer fatos, relembrar fotos, dar bom dia com um sorriso, matar quem tava matando, querer derrubar os bois e seguir viagem.
"E se não tivesse o amor?
E se não tivesse essa dor?"
It’s a long way
Faith can move mountains.
Há 1 ano
